
Sensei Rui Viana
Olá sou o Rui Viana,
Venho do eterno e caminho para o eterno. Esta minha nova roupagem é transitória, mas a minha essência é eterna. Já visitei a Terra inúmeras vezes crescendo e aprendendo e resolvi voltar de novo.
Estou de visita ao planeta Terra desde 1971 e por tempo indeterminado. Iniciei esta minha passagem em Angola, mas cedo rumei a Portugal onde tenho permanecido desde então.
Nunca me expus desta forma, pelo que é a primeira vez, e aproveito para abrir um pouco da minha vida nesta passagem.
Da minha passagem até agora posso partilhar algumas coisas que fui vivendo e relembrando:
- Frequentei o Curso Superior de Educação Física na Faculdade de Motricidade Humana (antigo ISEF)
- Iniciei a prática desportiva muito cedo, vivenciado o atletismo, a natação e ginástica às quais dediquei bastante tempo.
- Aos 15 anos principiei a prática do Karate Do Shotokan. Desde 1991 que dou aulas em Dojo próprio.
- Ao longo destes anos tenho ministrado aulas a idosos, a crianças, em ginásios em várias vertentes.
- Em 1988/89 iniciei a minha experiência no yoga tibetano e na meditação tibetana, tendo-as desenvolvido desde esse momento, e aprofundando outras vertentes das mesmas.
- Desde 1988 que comecei a experimentar e a aprofundar a prática do Kokyu, ou seja , da respiração e da Energia (Força Vital), tendo começado a explorar e a desenvolver novas formas através de experiências individuais. Umas vezes dando certo, outras não. Descobri a cura através da respiração, quase por acaso em 1992/93. E iniciei uma demanda nessa área em que os meus alunos serviam muitas vezes de “cobaias” para as minhas experiências de controlo e dirigir a energia. Ao fim de algum tempo resolvi parar, pois ninguém percebia o que eu estava a fazer.
- Entretanto fui participando na alta competição do Karate, dos Jogos Sem Froteiras, Gasshuku shunatsu’s, entre outros.
- Em 1995 resolvi aventurar-me para o oriente, mais precisamente para o Japão. Para além de ter sido um reencontro com a minha alma e vivencias anteriores, foi uma jornada de descoberta e aprofundamento, tendo iniciado o contacto com: outras energias de cura, com o Aikido, com ten chi ten sen, com Nishino ki (aprendendo a diferença entre mi-jusoku e jusoku no ki), com Kiatsu, com Taiki, com mestres e monges do Budismo Zen, entre outras experiencias fabulosas. Esta viagem mudou a minha visão sobre muito da vida Terrena.
No que se refere ao meu caminho espiritual (como é entendido neste planeta) posso partilhar o seguinte:
- Por volta dos meus 11/12 anos senti uma atracção e uma necessidade imensa de explorar os caminhos da espiritualidade, e iniciei a minha busca, à revelia dos meus pais que não foi fácil para eles. Nessa idade comecei a experimentar várias religiões e as suas práticas e estudos, começando a perceber, ao fim de algum tempo, que as pessoas não definem a aquilo em que acreditam, e logo as religiões, como se entende e se pratica, são falsas e, ao fim de algum tempo, aprisionadoras. Que a única coisa válida são os ensinamentos dos Mestres a que elas se associam: Jesus, Buda, Maomé, Bahahula, Krishna, entre muitos.
- A minha primeira experiencia de êxtase espiritual foi aos 12 anos. A segunda aos 14 anos. Experiencias essas que me levaram a uma ligação profunda com Deus. Posso partilhar a segunda: foi Jesus que me envolveu numa bolha protectora e me protegeu contra agressões externas, não sendo atingido por nada, como se a agressão parasse alguns centímetros de mim. Para uma criança, que não sabe de nada e que não se explica o sucedido é uma experiencia muito intensa. E a partir desse momento Jesus acompanhou-me sempre, sendo o meu Irmão Maior de inspiração e referência na vida quotidiana.
- Muitos anos mais tarde estava em vias de ser operado ao joelho, pois tinha-me lesionado já andando só de muletas, e descobri o Reiki. Já tinha operação marcada, mas algo me levou a fazer um curso num fim-de-semana. A operação seria na 4ª feira seguinte. Resolvi desmarcar e tentar a sorte com o Reiki. Não só fiquei bom, como dei um estágio de Karate de fim de semana, passados 15 dias.
- E desde esse momento a minha percepção da vida mudou radicalmente. Abri aos pouco novos horizontes de quem sou e do meu Dharma. Passado mês e meio da iniciação, tive consciência, da integração das doutrinas do Oriente e do Ocidente. Descobri novos níveis de descontracção, que permitem as coisas mais extraordinárias. Comecei a dominar a energia de outra forma, descobrindo a imobilizar a agressão com a energia ou com o Amor. Os contactos extrafísicos expandiram-se e a informação foi se abrindo cada vez mais. Tendo a sensação que não mais precisava de ler. Enfim, várias coisas aconteceram.
- Em 2002 tive a instrução para fazer os Encontros de Alma e criar a Ginástica Integral. Só em 2003 percebi (mais ou menos) o que era pretendido com os Encontros de Alma. Instruíram-me e ajudaram-me ao início, pois eu não queria, uma vez que achava que não tinha nada a dizer a ninguém.
- Só em 2005 tive coragem de iniciar a Ginástica Integral.
- Em 2004 “fui obrigado” (pois ia adiando), a começar a fazer iniciações de Reiki. Afirmo: “fui obrigado”, pois fui sempre fugindo de me expor e de realizar determinadas tarefas nesta área, principalmente se tivesse de me expor. Mas lá fui aprendendo, e a enfrentar essas minhas as minhas resistências, pois os “empurrões” e as ajudas, eram demasiado óbvias e claras. Mikao Usui aparecendo a uma amiga minha clarividente, deu-ma a sua bênção e etéricamente alguns objectos, alguns dias antes de ministrar a minha primeira iniciação.
- Pelo meio, fui: reaprendendo muitas coisas; trabalhando em clinicas de Psicologia, ao lado de vários psicólogos professores universitários; fazendo palestras e palestrando em centros espiritas e outros locais, e mais algumas coisas.
- Francisco de Assis mostrou-se como meu mentor e Mestre espiritual em 2000, oferecendo-me uma coisa simbólica. Logo após a sua oferta e aparecimento, o meu coração parecia que tinha sido aberto, e chorei sem me conseguir controlar, por uma hora, as minhas mãos e o meu corpo ficaram com uma dimensão enorme, densificando-se essa energia quase ao nível do físico. Desde essa altura que me ajuda e orienta, a par com Jesus.
- Em 2000/2001 tive a minha primeira experiencia consciente fora do corpo.
- Em 2002 tive o meu primeiro mês consciente durante a noite (já tinha tido uma noite ou outra, mas um mês inteiro de seguida não). O corpo dorme, a consciência não. E percebi melhor as escolas e ashrams que frequentava e onde era instruído. Ao inicio foi um susto, mas depois percebi que andava com mais energia do que o habitual.
- Em 2003 tive o primeiro contacto com a energia regente de Portugal, pela presença do Infante, que me chamava constantemente de Cavalo Marinho Azul (ainda hoje não sei o porquê nem o significado).
- Em 2005 S. Germain aproximou-se de mim, e tem estado permanentemente presente em tudo o que faço, sendo relatado por inúmeros alunos ou pessoas presentes. Ainda não descobri bem o propósito e se há algum trabalho a desempenhar sob a sua égide.
Enfim, muitas mais coisas foram acontecendo, instruindo-me, relembrando-me, despertando.
Nesta minha minibiografia resolvi abrir um pouco do meu trajecto nesta roupagem de Rui Viana, e abrir também o meu coração com quem ler este texto.
A vida é este movimento sem fim, não existe meta, não existe fim. Se chegares ao fim, o que é que acontece? Deixa de haver sentido para a existência, já não há mais para onde ir, e aí ter-se-á a noção da estupidez da viagem que se fez. Tudo ficou para trás com a ânsia do objectivo, da meta, do fim, e deixou-se escapar a própria viagem. Apenas a viagem é importante, é nela que nos encontramos connosco e onde crescemos. A viagem é a própria vida, que se prolonga, depois, na eternidade. Não deixes passar a vida sem aproveitar toda a experiencia da própria viagem. Apenas desfrutar, rejubilar com ela, com alegria e sem preocupações de onde chegar ou quando.
E eu não estou aqui para ensinar nada. Eu estou aqui simplesmente para partilhar.
Depois cada um é que tem de ser senhor de si mesmo, do seu caminho, do seu destino.
Mas para isso, deves descobrir a tua própria luz, a tua própria verdade. Sem ficares preso a ti ou prisioneiro de ti mesmo.
Do meu coração para o coração de quem ler,
Rui Filipe Viana